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Há muitas interpretações do ‘Perro Semihundido’ de Goya, mas nem sequer interessa se o cão está à beira da morte, seja por afogamento, seja por outra razão. O que importa é a aflição de quem olha para a cabeça daquele cão e imediatamente a reconhece. É por isso que [a pintura] faz medo: não ameaça nem assusta. Declara uma condição que um dia será a nossa, mas de que já temos medo desde que nascemos.

Miguel Esteves Cardoso, jornal Público

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