#30

Quando estava a estruturar o projecto [do filme ‘O Sentido do Fim’] sentia falta de uma perspectiva religiosa, mas achava demasiado redutor cingir-me a uma religião concreta. Então, achei que o Alain de Botton era a pessoa certa. Por defender uma religiosidade ateia, por considerar que com a perda da fé nas diferentes religiões fomos perdendo também o nosso sentido comunitário. É por isso que ele defende a construção de templos para ateus.

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Não quero parecer nada new age, porque não sou, mas viajamos de aeroporto em aeroporto, de cidade em cidade, como se fossemos hologramas que vão de um ponto A a um ponto B. Ora, desta forma todas as nuances se perdem: as transições, as transformações na paisagem e em nós, a apropriação orgânica das diferentes culturas e a geografia dos espaços.

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Eu prefiro ser criticado e agir do que não fazer nada. Se não fizesse nada seria porque tinha desistido de viver. Para mim faz todo o sentido e é quase imperioso que, numa época em que estamos absolutamente perdidos e em que sentimos que o sistema em que vivemos está a colapsar, tudo façamos para perceber o que nos move.

Miguel Gonçalves Mendes, cineasta, em entrevista ao Público

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