#113

Chimamanda Ngozi Adichie nunca tinha estado em Lisboa mas quer voltar para tentar compreender melhor de onde vieram os homens que chegaram à Nigéria no século XV e baptizaram a capital com o nome de uma cidade deles. Lagos e Lagos. […] Chimamanda conhece Princeton e tornou-a também cenário da sua literatura: ‘Princeton, no verão, não cheirava a nada, e embora Ifemelu gostasse do verde tranquilo das muitas árvores, das ruas limpas e das casas imponentes, das lojas delicamente caras e do ar sossegado e duradouro da graciosidade conquistada, era isto, a ausência de cheiro, que mais a atraía, talvez porque as outras cidades americanas que ela conhecia bem tinham todas tido um cheiro distinto. Filadélfia tinha o cheiro bafiento da história. New Haven cheirava a desleixo. Baltimore cheirava a salmoura e Brooklin a lixo aquecido ao sol. Mas Princeton não tinha cheiro. Ela gostava de inspirar fundo aqui’.

Chimamanda Ngozi Adichie, em entrevista ao Ipsilon para a promoção do livro ‘Americanah’

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