#165

Um dos textos da minha vida é ‘Krapp´s Last Tape’ – ‘A última Gravação de Krapp’ [de Samuel Beckett], monólogo para um velho e um gravador antigo, daqueles de bobinas, em que quase só as bobinas contam coisas, e o velho ouve, revisitando os registos dos seus sucessivos aniversários, ele que um dia foi jovem e cheio de ânimo e depois se tornou um farrapo, um sem-abrigo metafísico. O actor quase só escuta, embora comente certas passagens com impaciência, se divirta ou enfureça com algumas ingenuidades, e queira acrescentar ideias novas, mais implacáveis.

Pedro Mexia, actual

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