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Teresa Forcades, catalã, de 47 anos, estudou Medicina e Teologia, e aos 30 abraçou a vida monástica. […] O encontro de Teresa Forcades com a fé dá-se aos 15 anos. Como não cresceu numa família religiosa, sempre achou que a Igreja era uma instituição ‘caduca’. Na adolescência leu os evangelhos: ‘Quando terminei, tive uma sensação de indignação. Vivi 15 anos sem saber isto? Foi muito forte’, recorda a irmã beneditina. Multifacetada, gosta ainda da palavra política. Faz parte do movimento de cidadãos Procés Constituente, que está a criar um modelo para um estado independente e livre do capitalismo na Catalunha – e que tem acções de desobediência civil marcadas para dia 30. No Evangelho diz-se que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, isto é anticapitalismo. ‘No capitalismo posso contratar alguém com o seu trabalho, ganhar mil euros e pagar-lhe um euro. Não me parece bem. É imoral. Não quero esse mundo’, esclarece. Entre outros modelos de organização, defende, por exemplo, as cooperativas. ‘Esta sociedade que imagino não é uma sociedade controlada por um comité central. Não quero o capitalismo nem um governo que controle tudo. Não quero isso para nada, já vimos isso na História e é um desastre’, frisa. Diz que os partidos políticos, tal como existem e são financiados, são reféns do poder económico e não estão a servir a democracia.

Maria João Lopes, jornal Público

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