#285

Lê-se Tenguenére e é o nome que a história de amor, passada em Paris na segunda guerra mundial, entre uma pintora sueca e um médico português, deixou de herança à Mariana. [Mariana Tengner Barros é] uma bailarina, performer, coreógrafa e atriz de Famalicão, com trinta anos, que desde pequena gosta de vestir roupas e personagens, seja para dançar, estudar, criar ou talvez até para um dia ir às finanças. […] Entre cigarros e coreografias manuais com o isqueiro, ou ocasionalmente com a caneta que lhe emprestei, a Mariana relaxou quando lhe perguntei pelo [colectivo] Eira. […] A Mariana pensa, faz e respira dança, não porque quer mas porque tem de dançar para se sentir viva. E só se chama dança porque lhe vem do corpo como uma chama para uma nova dimensão anatómica e espiritual que a coloca em contato com as coisas que Mariana sente. A Mariana, até a falar dança com as mãos, fazendo coreografias com um isqueiro, fazendo da conversa um teatro para as ideias.

Pedro Saavedra, dif

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