#326

Se cada um de nós estiver consciente de que aquilo que faz tem valor intrínseco e sentir prazer ao fazer isso que faz, o olhar aprovador dos outros coincidirá com a nossa sensação de realização pessoal. O dentista, ao levantar-se, percebendo que sem ele os rostos se inflamam, e que os doentes dos dentes vivem vidas infelizes – e dolorosas! -, sorri ao chegar ao consultório. O homem do lixo, tomando consciência de que sem ele a cidade está substantivamente ‘lixada’, com contentores a tombar por excesso e epidemias a advir da insalubridade pública, recolhe a sujidade com a sensação de estar a satisfazer uma dupla necessidade: sua e dos outros.

Nuno Fadigas, jornal Público

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