#484

O romancista colombiano Gabriel García Márquez, autor de ‘Cem Anos de Solidão’, morreu ontem na Cidade do México, aos 87 anos. […] Gabo assumia-se, sobretudo, como um contador de histórias, vocação que herdou da sua avó Tranquilina, que na infância o fascinava e aterrorizava com histórias de almas penadas e premonições, ao mesmo tempo que o avô coronel Nicolás Márquez, um espírito nada fantasioso, lhe narrava episódios da sangrenta guerra civil, na qual participara ao lado dos liberais. […] A sua vida muda inteiramente quando finalmente termina ‘Cem Anos de Solidão’ e publica o livro em 1967. O seu biógrafo, Gerald Martin, conta que o autor teve de penhorar um aquecedor para custear o envio do original a um editor argentino. […] Gabriel García Márquez escreveu três reportagens sobre a revolução em Portugal em 1975, descrevendo que os portugueses andavam tão contentes com a liberdade que ‘deixaram de respeitar os semáforos’. […] [Sobre Lisboa] descreveu a um amigo como ‘a maior aldeia do mundo’.

Luís Miguel Queirós, jornal Público

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