#641

O Stephen Hawking fazia parte da mobília [do Trinity College, em Londres]. Atropelou-me duas ou três vezes, não tinha jeito nenhum com a cadeira de rodas.
[…] Se tivesse que arranjar uma referência é o nosso grande Pacheco. O maluco do Luiz Pacheco. Ou o Mário Cesariny. Não tinham ressentimento, faziam a vida de malucos que queriam porque seriam sempre reprimidos em qualquer lado.
[…] Eu quando estou a fazer matemática na fase dois, depois da fase maluca, se alguém me entrar pela porta não consigo dizer nada. É outra parte do cérebro. Fica-se desarticulado e a dizer disparates.
[…] Quando estou em Itália sou muito produtivo. Duas ou três vezes por semana fico em casa a pensar e abro as janelas todas. Para ouvir os barulhos. A primeira coisa que vem lá de fora faz com que nunca me sinta aborrecido ou sozinho. […] E posso mandar uma boca lá para baixo. Estou sozinho sem estar sozinho.
[…] Eu tive a ideia, a certa altura, de que tinha conseguido conceber intelectualmente a máquina do tempo. Tinha achado uma configuração da matéria que segundo a teoria da relatividade produziria uma máquina do tempo.

João Magueijo, professor de Física Teórica do Imperial College, revista expresso

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