#920

Somos presas de um padrão de consumo, mas também de uma ‘extraterritoralidade’, por pertencermos instantaneamente a locais de escala ou de permanência que sabemos que serão sempre temporários. Sabemos que nunca pertenceremos a estes locais e que nunca pertenceremos a qualquer tempo preciso: os fusos horários andam para trás e para a frente com a mesma displicência de um limpa-pára-brisas. […] Mas a padronização do turismo e do que lhe é intrínseco, sobretudo reflexo de um massificado padrão de consumo, ainda não chega para eliminar a riqueza da diversidade e para nos fazer permanecer inamovíveis, numa época em que a mobilidade e essa diversidade são, mais do que nunca, opções de inconformidade. Isso não basta para nos inibir de andar aos saltos por cima da Terra. Literalmente.
Amilcar Correia, fugas

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