#1048

Na maioria das vezes, os países eslavos são encarados em conjunto, destacando-se as semelhanças sem se considerar as diferenças. Se o protoeslavo constitui a origem das nossas línguas nacionais e permite uma certa compreensão mútua, baseada sobretudo nas semelhanças do vocabulário, desenvolvimentos históricos diferentes estão na origem de variações culturais e sociais bem claras. Por exemplo: a cristianização pelo Patriarcado de Constantinopla dos povos da Bulgária, Rússia, Sérvia e Macedónia; a escolha do rito latino por parte da Eslovénia, Croácia e Polónia; a adoção do alfabeto glagolítico e, mais tarde, do cirílico, por alguns países eslavos: Bulgária, Sérvia, Croácia e Rússia; o uso do alfabeto latino por outros países: Eslovénia, Polónia, República Checa e Eslováquia; a integração no Império Otomano: Bulgária, Macedónia e Sérvia ou no Império Austro-Húngaro: Eslovénia, Croácia e República Checa; a instauração de um regime socialista de tipo estalinista na Bulgária; o desenvolvimento de uma forma de não-alinhamento por parte dos países da ex-Jugoslávia.

Zlatka Timenova, jornal Público

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