#1119

Gostar de Adília Lopes é uma manifestação de maturidade. Apenas os que se aceitam estão disponíveis para a honestidade, ainda que performática, da sua poesia. Apenas os que descortinaram o lado trágico das disciplinas do riso suportam o confronto com a candura perversa de Adília.

Valter Hugo Mãe, revista P2

A conversa decorre na Estefânia [em Lisboa]. Talvez porque este seja o território de Adília Lopes. O seu bairro é ‘um sítio pacífico, com árvores’. […] A maneira como Adília Lopes fala das lojas da Estefânia, ou daquelas minudências que seriam tão difíceis de fixar por escrito, é a de alguém que presta uma atenção invulgar aos pormenores e àquilo que a distracção e a rotina nos fazem descurar. Esta parte da cidade de Lisboa em que vive parece ser a única em que seria capaz de passar os seus dias. Nunca viveu muito tempo longe deste lugar. […] ‘O máximo que estive fora de casa foi um mês e uma semana, em França, aos dezassete anos.’ […] Adília Lopes levanta-se cedo, pelas seis e meia da manhã. Gosta de ir ao café nesses momentos em que ainda lhe é possível observar ‘a lua e as estrelas’, como diz.

Hugo Pinto Santos, Ípsilon

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