dj sessions #117

Nunca saberemos porque é que [Benjamin Clementine], aos 16 anos, se desentendeu com a mãe e foi viver/vaguear para Camden, bairro boémio de Londres. Três anos mais tarde, entrou num cyber café e comprou online uma viagem para Paris, onde viveu alguns anos, sem abrigo certo: pernoitando na rua ou em pensões, guardando o pequeno teclado sob a cama debaixo de um beliche, Benjamin Clementine foi actuando onde podia e escrevendo algumas canções, que nesses concertos improvisados juntava a versões. […] Tendo abandonado a escola precocemente, Benjamin Clementine sempre teve uma relação próxima com as letras. ‘[Quando era jovem], o meu irmão deu-me um dicionário muito grande e eu aprendi palavras, muitas palavras’, recorda. ‘Também li muitos filósofos, de Descartes a Voltaire, mas não os entendia. Entretanto vim a perceber que as palavras que escrevo e de que me lembro são palavras que estão sempre a aparecer. Fico feliz por isso.’

Lia Pereira, revista do semanário Expresso

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5 responses to “dj sessions #117

  1. Embora possa parecer até estranho , ler dicionário é algo de muito útil .Eu também lia dicionário e livro de gramática , na minha infância e adolescência .

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