#1208

Sarajevo estende-se como uma grande recta ao longo do rio Miljacka, montanhas de um lado e do outro e ao fundo. […] Bairro otomano, turco, muçulmano, como chamar a Baščaršija, este pedacinho de Sarajevo no fim da recta, quase colado às montanhas: casinhas de madeira com lâmpadas orientais, serviços de café, briquebraque para os turistas que se alojam em hostels chamados Franz Ferdinand, e fazem o tour dos túneis, do cerco, dos snippers, suvernires de guerra. Mas à noite há bares cheios de gente que estava a nascer quando a guerra acabou, raparigas muçulmanas com lenço/sem lenço, com rapazes/sem rapazes, a fumarem/sem fumarem, entre uma bandeira da Palestina e um ecrã de futebol. Podia ser Ramallah, Beirute ou Cairo.

[…] Toda a gente fuma três maços [de tabaco] por dia em Belgrado, em virtualmente todos os lugares fechados, incluindo o elevador do meu prédio. O tabaco é barato, as rendas são baratas, a cidade tem dois rios e os homens são grandes.

Alexandra Lucas Ceolho, revista P2

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