#1230

Em Fevereiro de 2013, dois fotógrafos, Martim Ramos e Guillaume Pazat, voaram de Lisboa para São Paulo. […] Tinham concorrido a uma residência artística, três meses com alojamento pago. […] À frente dos olhos, pela janela do quarto, um outro enigma em forma de arranha-céus: ‘Era um edifício de dimensão extraordinária com um ar abandonado, mas gente dentro. Aquilo não jogava. Um dia perguntámos ao porteiro da residência e ele disse que tinha sido ocupado (por centenas de sem-abrigo) seis meses antes, ao fim de quatro anos vazio’. Ao fim de décadas de luxo. […] Ninguém forçou a porta, ela estava aberta, diz uma das ocupantes em ‘Othon’, o filme que Martim e Guillaume decidiram fazer depois do que o porteiro lhes contara. […] Durante cinco semanas conversaram, fotografaram e filmaram o quotidiano de 873 pessoas num edifício de mais de 20 andares sem água nem electricidade, o que também significava sem elevador. […] As mais recentes notícias do Othon enviadas por um outro amigo fotógrafo, o João Pina, mostram luzes acesas.

Alexandra Lucas Coelho, revista P2

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