#1255

Todos ambicionamos morrer a fazer filmes.
Manoel de Oliveira, jornal Público

Manoel de Oliveira era, de todos os cineastas em actividade, o único que conheceu o tempo do [cinema] mudo.
Serge Toubiana, director-geral da Cinemateca Francesa, jornal Público

Manoel de Oliveira era mais novo do que o próprio cinema, mas não muito. Treze anos.
Jorge Leitão Ramos, semanário Expresso

[Manoel de] Oliveira é um cineasta demasiado grande para um país tão pequeno.
João César Monteiro

[Manoel de] Oliveira imortalizou muitas árvores na sua obra [cinematográfica].
[…] Manoel de Oliveira é um pesadelo para um autor de obituários.
Luís Miguel Oliveira, jornal Público

Francamente já não acreditávamos que Manoel de Oliveira alguma vez morresse.
Jacques Mandelbaum, Le Monde

Repare que Manoel de Oliveira, que sempre assumiu que o teatro era o paradigma do seu cinema, vai baixar à terra no dia em que se celebra o momento mais teatral e dramático da Paixão de Cristo.
Mário Cláudio, jornal Público

Em jovem, [Manoel de Oliveira] fez o espantoso ‘Douro, Faina Fluvial’, poema sinfónico às vidas difíceis do Porto ribeirinho, e logo aí foi pateado. Luigi Pirandello, que assistiu a uma sessão em Lisboa, perguntou se os portugueses aplaudiam com os pés.
[…] O cineasta encontrou uma parceira de génio em Agustina Bessa-Luís […], embora fossem tão diferentes, Oliveira e Agustina fizeram um duo extraordinário, que lembrou aos desatentos (como dizia João Bénard da Costa) não é possível ter Agustina na mesa-de-cabeceira e Oliveira debaixo da cama.
[…] Convivi um pouquinho com Manoel de Oliveira […] e lembro-me da entrevista que lhe fiz. Encontrei-o bastante debilitado e sugeri que cancelássemos ou adiássemos. […] Embora falasse a custo, animava-se quando falava de cinema, mesmo estando tão fragilizado, e lembrou o [Michel] Piccoli de ‘Vou Para Casa’, um ancião que parece fora do mundo mas que compra uns sapatos novos e por uns minutos aproveita a alegria pequena, esfuziante, de calçar uns sapatos pela primeira vez, de fazer alguma coisa pela primeira vez.
Pedro Mexia, semanário Expresso

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