#1307

O graffiti, por exemplo, continua a ser ilegal, mas é feito em todo o lado e está de boa saúde, o que torna as nossas cidades um bocadinho mais interessantes. O espaço público ainda é o único espaço que não está controlado, que é verdadeiramente democrático e onde, com alguns riscos, se pode passar uma mensagem. […] Cresci [no Seixal] com os cartazes nos murais da Margem Sul, muitos deles queimados pelo sol e já a cair de podres, e interessei-me por eles. […] As primeiras imagens que vi de graffiti em fanzines eram em comboios de Paris e de Nova Iorque, por exemplo. Houve sempre esse fascínio. Depois têm muito a ver com o próprio crescimento da urbe. Não tens graffiti sem cidade e não tens cidades sem graffiti. Na minha zona, a chegada do comboio foi quase como se tivesse caído uma bomba no meio de Lisboa e essa onda de choque chegasse ao subúrbio e estivesse a mudar todo aquele espaço onde eu tinha crescido. Além disso, podes pintar o comboio numa parte da cidade e depois ele passa por uma cidade inteira e vai até à outra margem.

Alexandre Farto aka Vhils, revista do semanário Expresso

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