#1332

Já fui desafiado [a trabalhar no Porto], só que acontece fora de tempo. Tenho consciência que, se sair de Lisboa, terá de ser para uma cidade maior. E em Portugal, não há. Saio de Lisboa, vou aos arredores e perco-me, está tudo mal planeado. […] Todas as cidades são um acumular de erros, o que também as torna apelativas. O Dubai, por exemplo. Há quem diga que é perfeito, mas eu sinto-me lá pessimamente mal, é tudo artificial. […] Construímos cidades-satélites, como Telheiras, a Alta de Lisboa, o Parque das Nações. Identifico isto como algo terceiro-mundista. Em termos de planeamento, foi tudo bem feito. Foram lá metidos os museus, os espaços âncoras. Mas falhou. Falta uma dinâmica de bairro, acabou por ser um dormitório, deixou de ter autonomia.

José Queirós Carvalho, promotor imobiliário, revista do semanário Expresso

2 responses to “#1332

  1. Visite Singapura, talvez encontre ali a grandeza, a multidão, o planeamento, a diversidade e a sustentabilidade como exemplo que deveria ser seguido em muitas cidades onde o velho for preservado e o novo é planeado. Mas passe uns dias em Bangkok, no regresso, para ver o oposto, embora isso é o que faz de Bangkok uma cidade tao característica difícil de detestar.

    • de facto, já estive em Bangkok, apesar de todo o caos, a cidade tem uma beleza e modo de viva muito próprios 🙂 a Singapura ainda não tive oportunidade de ir, talvez um dia! obrigado pelo seu comentário Joaquim. cumprimentos PedroL

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