#1356

Para um alfarrabista não há livros a mais. Pode, no limite, haver pouco espaço para os guardar. Nos bastidores das livrarias do Porto, especializadas na venda de alfarrábios, é comum existirem prateleiras com dezenas de milhares de livros, muitos deles ainda por catalogar. Essa ordenação e organização é um trabalho de décadas, diário e que se avoluma ao mesmo ritmo da entrada de novos livros. Há um traço comum entre alfarrabistas, que é o fascínio, mais do que pela literatura, pelo objecto físico do livro, cultivado por tradição familiar ou por mero acaso da vida.

André Vieira, jornal Público

duty of response

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s