shortcut #34: da consagração

enquanto fragmentos atrasamo.nos como ilhas
em deferência a ventos e marés, rochas e barcos, âncoras,
e revelamo.nos por instantes, flashes de tradição,
entre ocasos.
pois permito.me recordar o dia em que presenciei a transmutação de um bicho da seda:
outrora habituado a nutrir.se de folhas de poemas,
o todo-poderoso versava nas artes do bailado e da récita, destacando.se de antemão.
adornado por uma asa branca – indício umbílico de pertença à família de borboletas que se reconhece pela habilidade de caça em alto mar, em contra-corrente, no negrume -,
o bicho-borboleta despontou estilhaçado em fracções apartadas – aqui, acolá, além, inclusivé no interior de uma garrafa com água do oceano Pacífico -,
que num ápice – milagre! – se conectaram como hímenes, tal a naturalidade, o à vontade.
revelando.se propícia ao harmonizar de movimentos, esticar dos músculos, treino de mergulhos, aquesta circunstância originou um ligeiro atraso para o espectáculo de consagração. nada que, contudo, moleste um espírito à espera do inesperado.

duty of response

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