#1386

Com o crescimento do turismo em Portugal e em Lisboa o mais natural é que se comecem a explorar cada vez mais os circuitos da diversidade em termos comerciais, prevê António Brito Guterres: a Lisboa do pós-colonialismo, a Lisboa cigana, a Lisboa africana, do bairro excêntrico onde ainda há barracas. […] O paradoxo, continua, é que de repente há uma série de fronteiras que podem ser pacotes turísticos numa cidade que não circula, que tem várias diversidades que não se dão entre si. ‘A existência desse circuito turístico quase é uma demonstração de que há uma cidade que exclui, que está segmentada.’ Na verdade, os circuitos turísticos acabam por assinalar ainda mais as diferenças: aqui estamos nós, ali estão eles. ‘Sempre que fazemos um tour desses há uma suspensão da realidade, há muita mediação no meio portanto acabamos por ter uma análise estética, pré-concebida e não aprofundada. Continua a ser um consumo e não é muito diferente de ir ver um espectáculo em que não me relaciono mas consumo.’

Joana Gorjão Henriques, jornal Público

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