#1434

A coisa mais bonita do cinema é a elipse. A passagem do tempo. A melhor que fiz foi em ‘Tempos Difíceis’. Uma menina de nove anos estende um lençol no arame e quando o tira já tem vinte. Numa fracção de segundo passaram-se dez anos. Isto é a coisa mais maravilhosa que há. O tempo no cinema não é o tempo da vida. Fica mais perto do tempo do sonho.

João Botelho, cineasta, revista do semanário Expresso

6 responses to “#1434

  1. Sou fascina pela passagem do tempo nas telas. Assisto sempre com aquele tensão de saber o que cada um vai usar para nos fazer vagar em nosso mísero segundo, uma vida inteira para os outros.

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