#1484

Em Angola, todos os poetas que conhecia tinham outra profissão, mas a escrita não era vista como algo menor. Muitos dos pais da nação eram escritores e para mim ser escritor era tão sério como salvar pessoas num bloco operatório ou pensar políticas de educação. […] A música para mim existiu sempre devido à escrita. A música ensinou-me que consigo sobreviver da escrita. […] Mas estou a envelhecer. Estou a dois anos dos 40. O ponteiro do relógio está quase a passar o meio-dia. Agora tenho de escrever. E para isso preciso de parar. Nos últimos dez anos viajei bastante para representar música e não para ouvir histórias. Identifiquei ideias nessas viagens e agora tenho de me isolar e de me ausentar para ir até certos lugares sentir o pulsar daqueles sítios e colocar as ideias em prática.

Kalaf Epalanga, jornal Público

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