#1538

Quando as pessoas têm tempo para elas, não estão paradas a fazer nada. Fazem, na verdade, muitas coisas. Estão com as pessoas que gostam, lêem, conversam, têm oportunidade para construir projectos colectivos. É uma coisa muito capitalista pensar: ‘Se não estás a trabalhar, então não estás a fazer nada.’ É essa imagem de produção e produtividade que não é correcta, que não é equilibrada. Não podemos reduzir a actividade humana ao trabalho. Não é fácil mudar este tipo de pensamento. É uma ideologia e uma narrativa muito dominante e enraizada, mas não é impossível. Claro que o trabalho tem hoje uma característica religiosa ou pós-religiosa, mas há muitas pessoas jovens a começar a resistir a essa imagem do trabalho. […] Acho que a preguiça não deve ter um estigma moral. E, como diz Oscar Wilde, ‘não fazer absolutamente nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual.’ Deve haver espaço para o tédio, deve haver espaço para a falta de estímulo. Vivemos numa sociedade hiperestimulante. O tempo livre, a pausa e a ociosidade devem ser valorizados. Mas se for simplesmente como um prémio por termos feito trabalho remunerado, isso também não está certo.

Nina Power, jornal Público

One response to “#1538

  1. …Et pourtant il faut bien ” gagner sa vie ! ” Rêver, ne rien faire , vivre dans l’oisiveté peut être possible pour certaine population car le plan social du gouvernement leur donne l’argent pour vivre …cet argent vient des autres citoyens qui travaillent et paient leurs impôts pour que les premiers ” se repose ” … de quoi finalement ?

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