#1556

Uma análise iconológica comparativa das fotografias dos atletas nossos contemporâneos com as das primeiras décadas do século passado mostra-nos um aspecto muito curioso: enquanto os atletas de outrora pareciam posar com uma atitude de caçadores orgulhosos (como notou Hans Ulrich Gumbrecht, um professor de literaturas românicas e comparadas na Universidade de Stanford, na Califórnia), os atletas actuais são atracções eróticas fascinantes, hipóstases de uma corporeidade olímpica que já não é a dos antigos “deuses do estádio”, mas a dos escultores do seu próprio corpo hipertélico que sabem muito bem entrar no sofisticado jogo da exibição da sua bela obra, tão admirada quanto os triunfos desportivos.

António Guerreiro, Ipsilon

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