#1597

Um guia humorístico, publicado em 1911 no jornal ‘O Século’ e dirigido aos participantes do IV Congresso Internacional de Turismo, sugeria uma imersão de realidade. Recomenda-se uma ida à praça do peixe do Cais do Sodré, em Lisboa, para ‘admirar o asseio das nossas varinas’. Aconselhava um almoço num restaurante da Baixa para que ‘aturassem os criados malcriados, os garotos das cautelas, os pedintes, e comessem um bife de sola, um peixe queimado e pagassem caríssimo.’ O ponto quatro do guia incidia sobre os hábitos da cidade, alertando para as ‘saloias com trouxas à cabeça’ e ‘os fadistas encostados às montras.’ […] No Guia de Portugal de 1924, o autor Raul Proença garantia que fora das ‘estâncias termais e balneares e de duas ou três estâncias de vilegiatura [tempo de férias], ninguém frequenta hotéis portugueses senão por absoluta necessidade, tal é o desconforto e a falta de asseio da maioria deles.’

Ana Catarina André, revista sábado

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