#1646

Quero que saibas uma coisa. Não ando por aí a matar gatos só porque me dá na gana. Não sou uma pessoa assim tão perturbada a ponto de achar graça a isso. Não sou propriamente um diletante, com tempo para dar e vender. Apanhar e matar gatos é uma coisa que custa muito tempo e dá trabalho. Se ando a matar gatos é porque colecciono as suas almas, que depois utilizo para criar uma flauta especial. Para então tocar essa flauta e poder deitar a mão a almas ainda maiores. Para depois, graças a essas grandes almas, poder construir uma flauta ainda maior. E assim por diante, até conseguir dar forma a uma flauta maior, sem igual no universo inteiro.

Haruki Murakami, ‘Kafka À Beira-Mar’

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