#1751

[O interesse na mata do Bussaco] pelos carmelitas descalços, vindos de Espanha, [era o de] criarem um deserto, um convento, num sítio virgem, que não tivesse sido ainda mexido pela mão humana. […] Era pelas portas de Coimbra – grandes portões voltados para a cidade da sabedoria – a entrada principal na mata na época. A partir dali, eram cerca de 100 hectares de um espaço de clausura, que, “teoricamente”, só homens poderiam pisar. Conta-se que quando as senhoras entravam no espaço da mata, os frades carmelitas revolviam a terra que elas tinham pisado. […] O cedro do Bussaco, ‘que mente duas vezes’, uma árvore de 1644, segundo indica a placa que a identifica, já gasta pelo tempo, e terá sido a primeira plantada pelos carmelitas. O seu nome científico é Cupressus lusitanica. Ou seja, não é um cedro (primeiro equívoco), nem é do Buçaco (segunda mentira). É, na verdade, um cipreste oriundo do México que foi depois para a Goa e daí chegou a Portugal.

Cristina Faria Moreira, fugas

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