#1806

A salvaguarda do património arquitectónico e artístico de uma cidade, que tanto contribuem para a construção da sua identidade – um tema que tem sido transversal à minha obra -, é um acto nobre que nos cabe a todos estabelecer, numa linha de diálogo construtivo e abrangente. […] A arte urbana pode e deve assumir um papel importante no sentido de contribuir para chamar a atenção e trabalhar zonas esquecidas da cidade. […] Sempre defendi que a cidade deverá ser também daqueles que a vivem. Não apenas daqueles que a pensam, planificam e gerem. Há que saber vivê-la no presente, com respeito pelo passado, mas com a ambição do futuro. A cidade não é um meio estático. Tal como um organismo, a cidade vive, transforma-se, adapta-se, regenera-se, reinventa-se. E, como tal, tem de saber aceitar as novas manifestações artísticas do seu tempo. O papel daqueles que pensam e planificam a cidade deverá contemplar as vários tribos urbanas com quem partilham a vivência no seu espaço – trabalhando em conjunto com elas, dando-lhes oportunidade de, activamente, participarem nessa mesma cidade, de forma positiva e construtiva. A cidade ideal é aquela onde todos podem, e devem, participar.

Alexandre Farto aka Vhils, jornal Público

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