#1807

Em Samarcanda mil círculos de curiosos fazem-se e desfazem-se em volta dos contadores, dos quiromantes, dos encantadores de serpentes.

Amin Maalouf

O nome sempre me fascinou. Samarcanda. Local repleto de aventuras e exotismo. É uma cidade gloriosa, mais calma do que imaginava, mas ainda assim imponente, evocando algo profundo e antigo. Na antiga Rota da Seda, a cidade era um ponto nevrálgico entre a China e o Mediterrâneo e no cruzamento de culturas, religiões e conhecimentos. Território de filósofos e cientistas, com uma arquitectura islâmica que não teve limites à ambição. Na ampla praça principal, o Registan, erguem-se três monumentais madraças. As fachadas de azulejos exploram todas as cores. Azuis-marinho-indigo-escuro, rosas, laranjas. […] Ao fim do dia, com as suas cúpulas azuis iluminadas, Samarcanda é ainda a cidade incomparável e inexpugnável descrita por Amin Maalouf. Toda ela parece pedir mais tempo e silêncio. Hei de voltar.

Cândida Pinto, revista do semanário Expresso

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