#1808

Lembro-me bem do meu pai [o poeta António Gedeão], de vez em quando e muito discretamente, dizer alguns dos seus poemas. Ia para uma sala onde ninguém o pudesse ouvir. Mas eu ouvia. Um dia perguntei-lhe porque dizia ele a sua própria poesia. E ele respondeu-me que tinha a noção de que ninguém conseguiria dizer tão bem, ou com tanto sentir, como o próprio poeta que a escreveu.

Cristina Carvalho, revista do semanário Expresso

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