#1858

Cada vez fujo mais da cidade [de Lisboa], desta cidade que está numa transformação muito rápida, com este turismo avassalador que estamos a sentir. […] Nestes bairros velhos as pessoas com dinheiro coabitavam com as pessoas pobres. Havia uma grande partilha na mercearia, nas leitarias, até nas praças. Lembro-me de ir às leitarias e ouvir as pessoas a falar da vida delas, às vezes até iam de robe e de chinelos. Esse lado muito popular e humanizado vai desaparecer. […] Mas preciso muito da cidade, de Lisboa, de Paris, de Londres porque gosto muito de cinema. Às vezes estou bloqueada na minha pintura e vou ver filmes. Na aldeia o tempo é mais longo. Consigo pintar mais quando lá estou, não tenho tantas solicitações.

Graça Morais, pintora, semanário Expresso

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