#1863

Passaram cem anos: na madrugada do dia 5 de Março de 1918, Abdón Porte colocava termo à própria vida, no centro do relvado do Nacional de Montevideu, por não suportar a decadência física e a perspectiva de perder o lugar de titular na equipa do coração. Tinha 25 anos, e tornou-se um mártir do clube, uma figura histórica que continua a ser recordada pelos adeptos. ‘Pelo sangue de Abdón’ é uma faixa que se vê regularmente no estádio El Parque. […] ‘O Nacional era o seu ideal, amava-o como um crente ama a sua fé. Por ele era capaz de tudo. Ninguém se sujeitou a tantos perigos como Abdón. […] Num jogo da Copa Albion, sofreu aos dez minutos uma grave lesão no joelho, mas decidiu continuar a jogar para não deixar a equipa com um jogador a menos. […] No início da temporada de 1918, a lesão na perna de de Abdón começou a provocar-lhe uma quebra de rendimento [e] a carreira de futebolista estava a terminar. […] Na noite de 4 de Março, ajoelhou-se no centro do relvado, no seu posto natural no meio-campo, cenário das suas tardes de glória, e disparou contra o seu coração, colocando termo à vida’, conta o clube uruguaio.

Tiago Pimentel, jornal Público

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