#1867

Podia ser a cidade mais feia do mundo. Uma larga planície monocromática, com casas pardas entremeadas por prédios desengraçados, (sub)arquitectura de subúrbio. […] Cabul vive entre a ocupação e a guerra, a privação e a destruição. No caos, uma indústria floresce. A livreira. Segundo o ‘NY Times’, em Cabul compram-se e vendem-se muitos livros, apesar de a maioria da população ser iletrada. Livros estrangeiros, traduzidos em dari e pashtun, e livros escritos por nacionais, mais baratos de produzir. […] Os livros são uma forma de escapar à realidade e servem o propósito que sempre serviram, de iluminar a escuridão. Servem também como promessa, sonho de uma vida melhor.

Clara Ferreira Alves, revista do semanário Expresso

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