#1881

A actualidade de Schmock [personagem do livro ‘Os Jornalistas’ do escritor alemão Gustav Freytag] está bem visível na dança frenética de directores, sub-directores, editores, colunistas e outros membros da oligarquia que domina hoje os órgãos de comunicação social: de jornal para jornal, da televisão para o jornal, do jornal para a rádio e vice-versa e em todos as direcções. O verdadeiro Schmock, o que mais zela pela glória do seu antepassado, é aquele que completa o círculo em menos tempo. Se a mesma pessoa pode pôr-se ao serviço de tanta gente e de tantas instituições da nossa paisagem mediática é porque deixou de haver o princípio da incompatibilidade. […] [Os Schmocks] só existem e prosperam no seio de uma cultura decorativa, onde se pode escrever ou programar à esquerda ou à direita, de acordo com a tendência de ocasião. E todo o seu trabalho é dirigido a uma massa informe, em que também os leitores e os espectadores são vistos como receptores acríticos.

António Guerreiro, ípsilon

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