#1902

A tarefa pesada de decifrar, rever e passar à máquina os manuscritos [de Agustina Bessa-Luís] era dele [Alberto Luís]. ‘Aquilo era terrível porque a letra era ilegível e por vezes não conseguia decifrar e pedia-lhe ajuda, o que a impacientava muito. A minha mãe [diz Mónica Baldaque] sempre foi desorganizada, bastante caótica, mesmo a juntar as peças. Ele, que tinha espírito de jurista ficava transtornado.’ Essa dispersão está nos romances. Quando lho apontavam, ela defendia-se, esclarecendo: ‘A vida é mesmo assim, não segue uma coerência narrativa.’

Ana Soromenho, revista do semanário Expresso

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