dj sessions #284

Scúru Fitchádu – Oji Txuba ta txobé Molotova

Singularidade é o que não falta a Scúru Fitchádu, com a sua música a reflectir as suas vivências, as diferentes sonoridades com que se foi relacionando e as baralhações identitárias. Continuamente perguntam-lhe se é cabo-verdiano ou português e ele ri-se por ser obrigado a escolher, como se não pudesse acumular. […] Na actualidade, quando dá a ouvir a sua música a quem gosta de funaná as reacções são negativas. ‘Acham que é um sacrilégio. Levo na cabeça. É complicado. São muito conservadores, mas ao mesmo tempo compreendo porque o que faço é incomum.’ [….] Da mesma maneira não será fácil encontrar quem se identifique com punk ou metal e que aceite a junção com funaná. […] ‘Comecei a interrogar-me sobre a minha identidade e as coisas que fui ouvindo ao longo do tempo, como os cabo-verdianos Bulimundo e os Ferro Gaita, ao mesmo tempo que ouvia música de peso como os Melt Banana, Ratos de Porão ou Prodigy. Foi a partir daí, dessa ideia de juntar esses dois mundos, que a coisa foi progredindo’.

Vítor Belanciano, ipsilon

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