#1951

Mais do que criar roupas que as pessoas pudessem simplesmente vestir, Alexander McQueen queria avançar os limites da moda e ‘criar peças com um conteúdo emocional, que pudessem ser passadas para outras pessoas, como uma herança’. Nunca jogava pelo seguro. Há nas suas colecções um sentido macabro do maravilhoso que se funde com o requinte das suas peças. Vestidos que parecem discos voadores. Tecidos que lembram a pele de uma qualquer espécie mutante. Casacos de onde brotam chifres de antílope. Corpetes metálicos que mais parecem armaduras. Sapatos que se assemelham à cabeça de uma criatura alienígena. Vestidos de noite revestidos com conchas de lingueirão. Peças cobertas de penas de pato, de peru, de avestruz, de gaivotas… Obcecado pela revista ‘National Geographic’, o seu trabalho é uma narrativa de transformação, como uma serpente que muda de pele. Alguns dos seus desfiles poderiam ser narrados por David Attenborough.

Nelson Marques, revista do semanário Expresso

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s