#1961

Conheci Conchita num dia de chuva diluviana em Bogotá. Sozinho, em trabalho, estava  à porta do restaurante onde tinha jantado, à espera de um táxi que não chegava. Olhei para o lado e vi um sorriso simpático de uma morena que se voltou para mim e disse: ‘Colombia es asi, no hay paraguas suficientes para tanta água…’ Propus-lhe voltar para dentro e oferecer-lhe um copo. […] Conversámos de banalidades. […] Poupo-vos aos pormenores do desenrolar da coisa, passados alguns dias estávamos de namoro. […] Desde a primeira vez que a ouvi chamar-me cariño, eu que tantas vezes já tinha ouvido chamarem-me amor, senti que estava noutra galáxia.  

José Gameiro, psiquiatra, revista do semanário Expresso

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