dj sessions #293

Arca – Reverie

Gosto de contar histórias e de ser receptor delas também. Temos dificuldade em olhar para a vida ou para a realidade assim, mas na verdade é isso que passamos todo o tempo a fazer uns aos outros: a contar histórias. […] Escolhemos um ângulo, reforçamos outros, olhamos para o todo ou apenas para um aspecto particular. Escolhemos como nos vamos posicionar em determinado acontecimento. […] Todos vão a um espectáculo certamente com expectativas. Mas se estiverem disponíveis para a surpresa é possível que se estabeleça uma relação mais intensa e proveitosa com aquilo a que se assiste.

Arca, músico, Ipsilon

Arca, Alejandro, quando adopta o nome de nascimento, ou Alejandra Ghersi, 30 anos, quando assume uma condição identitária mutante, entre o masculino e o feminino, entre o humano e o pós-humanos, entre o inteligível e o alienígena, entre o belo e o grotesco, entre a dor e o prazer, entre andar de ténis ou sapatos de salto alto que desafiam a gravidade. […] Tal como a sua música ou a identidade fluída, também as suas acções em palco são difíceis de situar. Por vezes aproximam-se do formato DJ. Outras parecem a teatralização, pura, frágil e sincera, de complexos estados emocionais, por entre fluidos amnióticos, sangue falso e lasers, qualquer coisa que nem evoca o lado luminoso, nem o lado sombrio, do existir, mas algo em mutação.

Vítor Belanciano, Ipsilon

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