#2087

Como bailarino, ponho a estética no meu corpo, dentro do meu corpo, treino o meu corpo para uma estética. [Em ‘Satisfying Lover’] queria ver o que estava a perder, o que era esse ‘natural’, e depois pô-lo no palco. Eu sou um bailarino treinado para dançar [Merce] Cunningham, quando estou em palco não sou eu próprio, sou outro. Estas eram as regras desta estética. O que queria era ver se, no acto da performance, conseguíamos deixar transparecer, sem instruções de movimento, o que era a parte da performance, que transformação ocorria. Sabemos o que é andar, mas a que se parece um andar natural no palco? Será possível esse andar natural? Esse é o conflito que se torna visível na peça. Acho que também nos confrontamos com isso na vida. Em qualquer circunstância em que alguém se sente observado, opera-se uma transformação. 

Steve Paxton, coreógrafo, revista do semanário Expresso

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